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O que é um clarinete?

O clarinete é um aerofone de palheta simples batente que se constrói em cinco partes: a boquilha, onde se encontra a palheta, o barrilete, duas partes intermédias e o pavilhão, muitas vezes também chamado de campânula. Pode ser fabricado em vários materiais, mas os mais usuais são o ébano, o buxo da Turquia (se envelhecido) e outros materiais mennos nobres, como ebonite, metal e plástico. Os resultados obtidos com estes últimos materiais não são famosos pela sua qualidade. De igual modo, as palhetas podem ser feitas de plástico, mas não há comparação com as palhetas tradicionais possível quanto ao efeito sonoro obtido.


O clarinete mais comum é o soprano, construído em Si bemol. A sua extensão é de mais de três oitavas. Mas existem outros tipos de clarinete, como os clarinetes em Lá, alto, baixo, contrabaixo e requinta.

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Steve Reich

Para Steve Reich, Schoenberg estava errado, Boulez é um compositor de elites e a cultura popular sempre influenciou os grandes compositores desde a Idade Média. Ideias fortes a propósito do concerto em Lisboa dedicado à obra do compositor americano. no dia 1.



Um dos grandes expoentes do minimalismo musical, Steve Reich sempre cativou público de vários quadrantes: do pop rock à música erudita, passando pelo jazz e pelas músicas do mundo. Na sua linguagem não encontramos apenas expressões da música clássica ocidental, mas também estruturas, harmonias e ritmos da música africana e das culturas orientais ou influências do jazz. Não admira, pois, que estas referências encontrem eco em ouvintes muito diversificados e que a vanguarda musical mais radical dos anos 60 e 70 do século XX o tenha olhado com reservas. Mas a atitude é mútua. O compositor americano, 73 anos, também olha de soslaio essa vanguarda e os seus herdeiros. Para Reich o caminho aberto por Schoenberg foi "um erro" e Boulez é um compositor que ocupa um lugar restrito na vida musical actual.

A propósito do concerto em Lisboa dedicado à sua produção (dia 1, no CCB), Reich falou ao Ípsilon por telefone das suas referências e do seu ecletismo estético, defendendo a sua posição através de um olhar próprio sobre o passado. Integrado no Festival Temps d'Images, o concerto revisita algumas das mais importantes obras de Reich compostas entre os finais da década de 1960 e os anos 80 e tem como intérpretes o agrupamento Bang on a Can All Stars, conjunto híbrido, a meio caminho entre o ensemble de câmara e a banda rock, fundado em 1987 pelos compositores Michael Gordon, David Lang e Julia Wolfe.

Para Steve Reich, o "Sexteto" (1984), para percussões e teclados, é a peça principal de um programa que inclui páginas tão famosas como "Electric Counterpoint", para guitarra eléctrica e fita magnética (dedicada ao guitarrista de jazz Pat Metheny), "Clapping Music" (1971) e "Music for Pieces of Wood" (1973). Destaca ainda "Piano Phase/Vídeo Phase, uma obra especial cuja primeira versão, para dois pianos, remonta a 1967. "Agora é apresentada com uma parte de vídeo feita pelo percussionista David Cossin. Ele não toca piano mas usa um vídeo pré-gravado onde executa uma das partes da peça num instrumento de percussão midi, com o qual interage em palco."

Reich explorou a relação com o vídeo em várias obras, incluindo as óperas "The Cave" e "Three Tales", em colaboração com Beryl Korot, mas actualmente a sua produção centra-se em criações estritamente instrumentais ou na exploração do texto e da voz. Da sua produção recente salienta o Duplo Sexteto (prémio Pulitzer em 2009) e "2x5", para banda rock, estreada em Manchester em Julho de 2009 no mesmo concerto em que actuaram os Kraftwerk, a banda alemã criada que levou a electrónica ao grande público.

Música é música

A transversalidade entre a cultura musical popular e erudita sempre foi natural para Reich, que gosta de lembrar o carácter intemporal desta relação. "Se voltarmos atrás na história verificamos que quase todos os grandes compositores clássicos usaram fontes populares. Na Idade Média e no Renascimento, compositores como Dufay e Josquin Desprez recorreram à melodia de ‘L'homme armé', uma canção muito popular na época, como a base para a composição de missas", explica. "No barroco, Bach e tantos outros inspiraram-se em formas de dança [gavotte, sarabande, giga, etc.], Beethoven usou melodias populares na Sexta Sinfonia [canta] e Stravinsky recorreu a materiais da música folclórica russa na Sagração, em Petrouska ou o Pássaro de Fogo. Ele negou mas estava a mentir!", exclama por entre uma gargalhada. "É impossível separar a vertente erudita de Bartók da música dos camponeses húngaros e veja-se o caso Kurt Weill e da música de cabaret ou a relação de Aaron Copland com o jazz", refere. "A influência da cultura popular é comum a quase todos os músicos desde a Idade Média. Um dos que não fez essa escolha foi Schoenberg mas estava errado! Todos sabemos que a música popular não é música clássica. Usa instrumentos e técnicas diferentes e nem costuma usar notação, mas tal como Alban Berg disse uma vez a Gershwin: ‘Música é música!'" Sublinha que as várias músicas fazem parte do nosso mundo e podem aprender umas com as outras. "Muitos DJs hoje e pessoas da Dance Music vão buscar coisas à minha obra, às peças dos anos 60 e 70. Quer dizer que aprendem como ela da mesma forma que eu aprendo a ouvir Miles Davis e John Coltrane."

Schoenberg foi um erro?, perguntamos com perplexidade. "Schoenberg era um grande compositor mas foi cego para uma parte da música. É certo que também teve influências da música de cabaret, como se vê no ‘Pierrot Lunaire', mas algo aconteceu depois. Se calhar não gostou do sucesso de Kurt Weill, quem sabe?" Ri-se. "Mas o pior é que os seus seguidores tornaram esse erro ainda maior". Refere-se ao serialismo integral do pós-guerra, praticado por figuras como Boulez e por compositores ligados à escola de Darmstadt. "Boulez é um grande compositor e a sua música tem um lugar, mas é um lugar restrito. Não é algo que as pessoas toquem e ouçam regularmente. De quem é a música que mais se toca hoje? Creio que o maior compositor europeu vivo é Arvo Pärt. Também admiro muito Henryk Górecki e Giya Kanchelli e há aspectos do minimalismo na obra de Louis Andriessen, sobretudo nas primeiras peças. Depois temos John Taverner e Michael Nyman na Inglaterra e John Adams é hoje mais interpretado do que qualquer outro compositor vivo. No caso dos americanos temos ainda Philip Glass, eu próprio, Terry Reily..., todos muito presentes na vida musical. Por isso digo que o minimalismo foi a corrente mais importante dos últimos 50 anos."

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O que é a música?

"Música" é a arte de exprimir sentimentos ou impressões por meio de sons.


Artur Fão, "Teoria Musical"

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Como fazer um clarinete caseiro

A receita é bastante simples: basta uma boquilha, uma cenoura, um pequeno berbequim e, se não houver nada melhor à mão, um funil.


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Como se fabrica um clarinete?

Um vídeo excelente que mostra, passo a passo, como se fabrica um clarinete:


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O que é a Música?

Qualquer execução musical, qualquer acto de ouvir música, é um exercício heróico contra as depredações do tempo, uma tentativa não apenas de aprender com o passado, mas também de o tornar novamente real.

Paul Griffiths, História Concisa da Música Ocidental

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Mestres da Escola Russa

No passado dia 9 tive o privilegio de assistir a mais um concerto da série "Mestres da Escola Russa".
Três danças de Katchaturian e um concerto para piano de Rachmaninoff seguidos da Sinfonia n.º2 do mesmo autor, sob direcção de Dmitri Liss.

Para amostra, eis o próprio Boris Berezovsky, ao piano:

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O que é a harmonia?

Harmonia (ingl. harmony; fr. harmonie; al. Harmonie; it. armonia)

O conceito de harmonia constituiu-se originariamente no âmbito da concepção cosmológica da escola de Pitágoras, e no seu fundamento estão especulações de natureza musical. Enquanto a música moderna faz uso da escala temperada, que é aproximada-mente a escala natural baseada no princípio das relações simples, os pitagóricos elaboraram uma escala musical baseada no princípio das quintas. Com esta lei das quintas, determinavam todas as sete notas, definindo a oitava como «harmonia». As notas fundamentais desta gama, ou oitava, das quais, com a lei das quintas, se deduzem as outras, são a prima, a quarta ou syllaba, a quinta ou diapente e o diapasão, ou seja, as quatro cordas do tetracorde de Filolau (dó, fá, sol, dó).

Segundo a tradição, Pitágoras havia descoberto através da observação e da experiência que as relações entre o comprimento destas cordas e o comprimento da primeira eram expressas pelas relações numéricas 4:3, 3:2, 2: 1, isto é, pelas relações da tetractis (o número 10, soma dos primeiros quatro números, representável por um triângulo que tem o quatro por lado), quer dizer, as mais simples relações possíveis. O tetracorde de Filolau revelava que, no âmbito da harmonia, estão na base os mesmos núme ros 1, 2, 3, 4 que se encontram na tetractis. Quanto a esta última, a seita dos acusmáticos, representando as tradições mais puras e mais arcaicas do pitagorismo, defendia que a sua sede se situava no santuário de Apolo em Delfos: «A tetractis, porque nela está a harmonia, na qual estão as Sereias» (Delatte, Études sur la littérature pythagoricienne, 1915, p. 255). Dada a função reconhecida à música sacra no âmbito do pitagorismo, as Sereias representam a harmonia das es- feras. Segundo Giamblico, a maior revelação que Apolo e Pitágoras fizeram ao mundo é a da harmonia das esferas e da música erudita que nela se inspira. Duas causas, sobretudo, explicam a grande veneração de que a tetractis era objecto junto dos pitagóricos: por um lado, ela explicava com a harmonia as leis da música celeste e humana, encamando assim a fonte e a raiz da natureza; por outro, permitia aos pitagóricos imitarem com a música erudita a harmonia das esferas e aproximarem-se assim da perfeição divina. A função catártica da música, além disso, fazia da tetractis uma doutrina particularmente preciosa quanto ao contributo que podia dar para o aperfeiçoamento moral e religioso dos seres humanos. Depois de Pitágoras, Platão foi o pensador que mais reflectiu sobre a harmonia, por ele entendida sobretudo como proporção. Harmonizar, ou preencher o intervalo entre dois termos dados, con-siste em achar o meio que dá origem à proporção. Esta procura manteve-a Platão, indiferentemente, quanto às proporções da matemática, da música e da cosmogonia. Segundo a República, o «problema harmónico» geral consiste em pôr em proporção os intervalos por meio de termos que estejam em relações definidas com os termos iniciais dados, a fim de obter a «sinfonia» ou acordo dos intervalos. No Teeteto e no Timeu, além disso, Platão indica toda uma série de operações que são «análogas» à criação da harmonia musical escolhida pelos pitagóricos para modelo de harmonia perfeita: unir as superfícies e os volumes arquitectónicos (problema retomado depois por Vitrúvio) com base na euritmia fundamentada na analogia das formas, introduzir o termo médio num silogismo, etc. (cfr. M.C. Ghyka, Le nombre d'or, 1931 e 1959). Ao tratar do ritmo da alma do mundo, no Timeu (34 b-36 d), Platão serve-se da dupla tetractis musical dos pitagóricos: (l +3+5+7)+(2+4+6+8)=36, soma dos primeiros quatro números ímpares e dos primeiro quatro números pares, para obter a gama celeste cujos tons permitiriam orquestrar a harmonia das esferas. Foi enorme a influência sobre o pensamento ocidental das passagens do Timeu que expõem a correlação entre o ritmo da alma do mundo e o da alma do homem, seja no âmbito filosófico (teoria do macrocosmo e do microcosmo), seja no âmbito estético (cânone da divina proporção de Pacioli e de Leonardo da Vinci), seja no âmbito científico (influência sobre a descoberta das leis da astronomia de Kepler).

Em A Grécia e as Instituições Pré-cristãs (1951), Simone Weil salientou, no quadro de uma elaboração autónoma da dimensão ético-religiosa do conceito de harmonia, a continuidade entre a visão grega pitagórico-platónica da harmonia como unidade dos contrários, e a concepção cristã da Trindade. «Deus é sempre mediador. Mediador entre si e si mesmo. Mediador entre si e o homem. Mediador entre um homem e outro homem. Deus é essencialmente mediação. Deus é o único princípio de harmonia» (lbidem, Roma, 1980, p. 230).


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David Fonseca, Sing me something new

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Fungos, cogumelos e bolores

"Opus 58", um violino criado com madeira "biotecnologicamente" modificada, "venceu" um Stradivarius durante uma conferência na Alemanha. O teste foi feito com o famoso violinista Matthew Trusler a tocar com cinco violinos diferentes, por detrás de uma cortina, perante uma audiência de 180 pessoas, composta por um júri de especialistas e participantes na conferência.

Ler mais...

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Bugler's Holiday

Fantástico!



Mas de 2'15'' a 2'17''...

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História Concisa da Música Ocidental

Muito recomendável, esta História Concisa da Música Ocidental tem a autoria de Paul Griffiths e está publicada, em Portugal, pela Bizâncio, na colecção Musicalmente. Além de referências históricas, são apresentadas sugestões para posterior audição muito interessantes e facilmente acessíveis.

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Carlo Maria von Weber, Clarinet Concertino

Outro habitué dos estudantes de clarinete. Simples e bonito.

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Francis Poulenc, Clarinet Sonata

Bem mais difícil - e muito mais interessante:

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Robert Clérisse, Promenade

Um clássico dos jovens estudantes de clarinete: