Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

Amnésia não afecta memória musical

Os mais recentes estudos sobre a amnésia, que provoca a incapacidade de recordarmos certos momentos da nossa vida, mostram que a memória musical não é afectada pela doença. A resposta para a manutenção destas memórias pode estar na parte do cérebro que armazena a informação.

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

Sexta-feira, 4 de Março de 2011

ABBA, The winner takes it all

Os ABBA foram, para mim, uma espécie de descoberta tardia. Quando era adolescente não gostava da música deles, que me parecia demasiado básica. Ok, é festivaleira q.b., mas algumas das melodias são muitíssimo boas, e ainda que as letras sejam bastante "light",  esta mulher tem uma voz incrível:

Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Chico Buarque, Cosntrução (letra e música)

Chico Buarque é um génio. Tem dúvidas? Então, ouça:



Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir.

Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Chico Buarque, Valsinha (letra e música)

Digam lá se isto não é uma beleza:



Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
e não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
e nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
e cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
e foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
e foram tantos beijos loucos
tantos gritos roucos como não se ouvia mais
que o mundo compreendeu
e o dia amanheceu
em paz